AVALIAÇÃO DA FREQUÊNCIA DE PARASITOSE INTESTINAL EM INDIVÍDUOS ATENDIDOS EM UM LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS NA REGIÃO CENTRAL DE MOGI GUAÇU

Danyelle Cristine MARINI, Camila Stéfani Estancial

Resumo


As parasitoses intestinais constituem um grave problema de saúde pública, especialmente nos países subdesenvolvidos, sendo esse problema associado e agravado por condições sanitárias precárias e falta de informação. A maioria dos parasitos intestinais é diagnosticada pelo exame das fezes. Os estágios usuais de diagnóstico são os ovos e as larvas de helmintos e os trofozoítos, cistos, oocistos e esporos de protozoários. Por este assunto ser de grande importância na área da saúde, este trabalho objetivou avaliar a frequência de parasitoses intestinais relacionando ao método de exame parasitológico utilizado (sedimentação espontânea – Hoffman, Pons e Janer), além de identificar as variáveis epidemiológicas de risco para a parasitose intestinal. Os dados foram coletados em um laboratório de análises clínicas na região central do município de Mogi Guaçu, São Paulo. Foram coletados 642 resultados de exames, no qual 61% destes compreenderam o sexo feminino e a média de idade foi de 26,7 anos (± 19,76), sendo a menor idade 0 ano e a maior 80 anos. A frequência de resultados positivos foi significativamente baixa, 4%. Dentre os resultados positivos a giardíase foi a parasitose de maior prevalência (52%), sendo diagnosticada principalmente em crianças de 0 a 10 anos. A utilização de apenas um método de diagnóstico, bem como, a utilização de uma única amostra de fezes podem ser fatores sugestivos para a baixa frequência de resultados positivos neste estudo. Neste sentido, cabe aos laboratórios de análises clínicas se adequarem à execução de mais técnicas paralelas ao de sedimentação espontânea, evitando assim, possíveis resultados falsos negativos.


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