ESTUDO DA FREQUÊNCIA DE SOROPOSITIVIDADE PARA TOXOPLASMOSE EM PACIENTES DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU, SP

Elizabeth de Fátima Cavenaghi DANTE, Danyelle Cristine MARINI, Nádia Regina Borim ZUIM

Resumo


A toxoplasmose é uma parasitose difundida no mundo inteiro e o agente causador é o parasita Toxoplasma gondii. A maioria das infecções por toxoplasmose é assintomática, sendo a doença uma exceção no homem. O diagnóstico clínico não é de fácil investigação, devido às manifestações serem assintomáticas ou então assemelhar com as outras patologias. Para identificação, testes sorológicos são realizados para pesquisar as imunoglobulinas G e M. O objetivo do estudo foi determinar a frequência de soropositividade em pacientes atendidos no São Francisco Laboratório de Análises Clínicas de Mogi Guaçu – São Paulo. Amostras sorológicas de 2850 pacientes foram submetidas à triagem no período de janeiro a dezembro de 2009, sendo que 6,9% (196) do sexo masculino e 93,1% (2654) do sexo feminino. Os pacientes positivos, aqueles com títulos superiores a 10UI/ml (Unidades Internacionais por mililitros) para IgG, foram classificados nas seguintes situações: IgG reagente / IgM não reagente: paciente imune; IgG não reagente / IgM não reagente: paciente susceptível e IgG reagente ou não / IgM reagente: paciente com possível infecção ativa ou recente. Os pacientes suscetíveis corresponderam a 1504 casos, a possível infecção com 149 casos (soropositividade) e os pacientes imunes totalizaram 1197 casos. A soropositividade encontrada foi baixa quando comparada com outros autores.

 


Texto completo:

PDF

Referências


AMATO NETO, V. et al. Parasitologia: uma abordagem clínica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

CAMARGO, M. E. Diagnósticos laboratoriais das principais doenças infecciosas e auto-imunes. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.

CANTOS, G. A; et al. Toxoplasmose: ocorrência de anticorpos antitoxoplasma gondii e diagnóstico. Revista Brasileira de Medicina, v.46, n.4, p. 335-341, 2000.

HENRY, J. B. Diagnósticos clínicos e tratamento por métodos laboratoriais, 20, ed. São Paulo: Manole, 2008. cap. 35, p.952-982.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2010. Brasília, 2010. Disponível em < http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1> Acesso em 10 de ago. de 2011.

MARGONATO, F. B; et al. Toxoplasmose na gestação: diagnóstico, tratamento e importância de protocolo clínico. Revista Brasileira de Saúde Maternal e Infantil, v.7, n.4, p.381-386, out–dez, 2007.

MIORANZA, S. L; et al. Evidência sorológica da infecção aguda pelo Toxoplasma gondii em gestantes de Cascavel, Paraná. Revista Brasileira de Medicina Tropical, v.41, n.6, p. 628-634, nov–dez, 2008.

NEVES, D. P; et al. Parasitologia humana. 11 ed. São Paulo: Atheneu, 2005. cap. 18, p. 163-172.

PORTO, A. M. F; et al. Perfil sorológico para toxoplasmose em gestantes atendidas em maternidade. Revista da Associação Médica Brasileira, v.54, n.3, p.242-248, mai–jun, 2008

REIS, M. M.; TESSARO, M. M.; D'AZEVEDO, P. A. Perfil sorológico para toxoplasmose em gestantes de um hospital público de Porto Alegre. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. v. 28, n.3, p. 158-16, 2006.

REY, L. Bases da parasitologia médica. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008, p. 102-111.

SANTANA, R.M.; ANDRADE, F.M.; MORON, A.F. Infecções TORCH e gravidez. In: Prado F.C.; RAMOS, J. RIBEIRO DO VALLE, J. (Editores). Atualização terapêutica. 21 ed. São Paulo: Artes Médicas, 2003, p.1111-2.

TENTER, A.M.; HECKEROTH, A.R.; WEISS, L.M. Toxoplasma gondii: from animals to humans. International Journal for Parasitology, Oxon, v. 30, p. 1217-1258, 2000.

VARELLA, I. S.; et al. Prevalência de soropositividade para toxoplasmose em gestantes. Jornal de Pediatria, v.79, n.1, p. 69-74, 2003


Apontamentos

  • Não há apontamentos.